Porra pá, que são chatos. A sorte é que, apesar de guincharem muito, são poucos. Agora querem que o Primeiro ministro e o Presidente da República digam coisas acerca de acontecimentos. O que, se as coisas que viessem a dizer fosse relevantes e os acontecimentos tivessem importância, até podia fazer algum sentido. Mas não. Meia dúzia de arruaceiros e drogados a partir objectos, vandalizar monumentos ou a agredir policias não me parece que constitua motivo para, sequer, um secretário de estado nos maçar com a sua conversa, quanto mais o chefe do governo ou Presidente. A menos, claro, que algum esteja disposto a arrendar alguma das suas casas aqueles trastes que andam por ali a querer fazer revoluções. O que não acredito. Eles podem não ser lá muito competentes para desempenhar os lugares que ocupam, mas não iam ser parvos a esse ponto. E, por outro lado, se os mais altos dignatários da nação se pronunciassem sobre estas parvoíces, mais dia menos dia estariam a exigir que se dirigissem ao país de cada vez que uma família invade uma urgência e espanca médicos e enfermeiros ou um bando de engenheiros vindos de propósito do outro lado do Atlântico para salvar a segurança social faz um assalto violento. As semelhanças entre uns e outros são demasiado evidentes para não os comparar. Até porque, se calhar, pode dar-se o caso de serem os mesmos.
Chatos, Chalupas, Carochos e Cretinos
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Kruzes Kanhoto
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