Sou pouco menos do que abstémio e, talvez por isso, pouco percebo de vinhos. Ainda assim, do parco conhecimento que tenho acerca da matéria, parece-me que o conteúdo que antes preenchia o volume da garrafa não seria, pelo menos a julgar pela informação disponível on-line, propriamente uma zurrapa. Além de ser alentejano, o que só por si já é um sinal de qualidade, é também premium. O que, assim à vista de um leigo, reforça ainda mais as suspeitas quanto à elevada qualidade da pomada.
Com todos estes atributos não será um vinho para ser consumido numa rua mal afamada, por um qualquer bebedolas. Nem, muito menos, para deixar o vasilhame ao Deus dará. Nem, pior que tudo o resto, depois de emborcar a pinga, derramar os resíduos na parede mais a jeito. Até no âmbito da bebedeira há que manter a dignidade. Pelo menos a do vinho.