Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O fim da democracia...e do bom senso.

Pareceu-me ter lido ou ouvido dizer, até por mais do que uma vez, que a democracia tinha acabado nos Estados Unidos da América. Devo ter percebido mal. Coisas próprias da idade. É que, afinal, desde que acordei tenho sido bombardeado com noticias sobre uma retumbante derrota dos republicanos nas eleições lá do sitio. Ou, então, sou eu que estou a fazer associações parvas entre eleições e democracia. Uma coisa não implica necessariamente a outra. De resto já devia ter idade suficiente para saber que a segunda – a democracia - só existe quando a esquerda ganha e a primeira – as eleições – apenas são livres, justas e ser respeitada a vontade dos eleitores se não for a direita a vencer.

Quem também revela pouco respeito pela liberdade dos demais são os meliantes dos acampamentos alegadamente montados por causa do direito à habitação. Acham que o espaço público lhes pertence. Se a lei ainda não mudou são as autarquias locais, eleitas através do voto legitimamente expresso pelos cidadãos, as entidades responsáveis pela gestão do seu território. Mas isto, reconheço, é capaz de estar tudo ultrapassado pelos novos conceitos impostos pelos maluquinhos da aldeia promovidos a heróis pela comunicação social, advogados à procura de promoção profissional e dementes diversos a quem é concedido tempo de antena. Para toda esta fauna é o Mercado de Natal que deve procurar outro poiso para que eles possam continuar a acampar no Rossio, em Lisboa.

Expulsar o capital – mesmo pequeno ou médio, como deve ser o caso dos comerciantes do mercado natalício – deve constituir uma prioridade. A tal Renata Cambra que se cuide. A serem verdadeiras as informações divulgadas acerca das suas origens, não tardará a ser posta fora do acampamento. Ou coisa pior. Diz que aquela malta não gosta de infiltrados.

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