Quatro drogados e dois mariconços a agitar bandeiras palestinianas e a berrar disparates, numa qualquer praça de um qualquer vilarejo da Transilvânia ou noutro lugar igualmente remoto, constituem motivo para a comunicação social nacional relatar entusiasticamente a ocorrência de uma manifestação de solidariedade com o povo palestiniano e contra o genocídio imaginário que, de acordo com a agenda política em vigor, estará a acontecer em Gaza.
Ainda me recordo do tempo, no período da Troika, em que a CGTP e outros culpados da desgraça a que isto chegou conseguiam, ao que era amplamente divulgado, meter quinhentas mil manifestantes no Terreiro do Paço e cem mil em frente a Assembleia da Republica a protestar com a austeridade e, cito, os malfeitores que então nos governavam.
Hoje, perante mais de oitocentas concentrações em toda a Espanha que mobilizaram gente como nunca se viu naquele país, os órgão da comunicação social limitam-se a noticiar que “alguns milhares de pessoas participaram em manifestações convocadas pela extrema-direita por causa da crise migratória de Ceuta”. Definitivamente, a caixa que mudou o mundo já não é o que era. Se quando o mudou fosse o que é hoje, não o teria mudado. Felizmente nessa altura quem por lá andava era, como escrevia o outro referindo-se à auto-proclamada superioridade moral de uma certa casta, “gente de outra estirpe”.