Grande parte dos problemas do país vão e voltam consoante quem se alterna no poder. Desaparecem quase todos quando a esquerda está no poleiro e regressam em força quando o eleitorado comete o pecado capital de voltar a escolher a direita para governar. Vejamos, por exemplo, a problemática da nutrição. Ainda me lembro de quando, estava o malvado do Passos ao leme do hediondo governo da direita que desgraçadamente desgraçou o país que o Sócrates deixou à beira de se tornar a Suiça do sul da Europa, o problema era a fome. As criancinhas desmaiavam de larica nas escolas e os velhinhos sucumbiam de inanição nas paragens do autocarros. Era uma desgraça. A sorte foi que uns anos depois, inteligentemente, os portugueses escolheram o Costa para governar – ah...espera...bom, não interessa nada – e a fantástica geringonça constituiu o melhor governo que Portugal conheceu depois de Vasco Gonçalves. A fome foi erradicada e o problema passou a obesidade. A infantil e a dos adultos. Mas a culpa, obviamente, não foi desse maravilhástico primeiro-ministro nem dos seus brilhantes e geniais aliados. Foi do povo que, feito alarve, quis tirar a barriga de misérias à base da brutidade. Uma cambada de brutamontes, é o que foi.
Diz que agora, outra vez com um governo da direita firmemente apostado em lixar o povo, a fomeca está de regresso. E a culpa é das rendas moderadas. Ou dos gajos que as cobram, sei lá. Parece que o governo subsidia essa malta com o dinheiro dos nossos impostos e depois o guito não chega para o almoço das criancinhas nas cantinas. É, pelo menos, o que garante alguém que assina como “a divorciada”. O que explica muita coisa. Nomeadamente o motivo do divórcio…